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A Superação da psicossomática

Na Medicina a Psicossomática fica em uma espécie de limbo: na teoria é reconhecida oficialmente, mas geralmente fica sempre limitada àquelas situações onde não foi possível encontrar uma base orgânica, optando-se nesses casos pela explicação da "desordem psicossomática".

A misteriosa conexão mente-corpo tem uma longa história de investigação e, desde os últimos anos do século passado, seu desenvolvimento tem tido uma aceleração vertical.

Leia nosso olhar profundo sobre a gênese e a evolução da psicossomática.


Vivemos agora em um período bastante esquizofrênico, onde a evidência de relações estreitas entre mente, emoção e corpo é abundante, mas os protocolos clínicos em sua maioria a ignoram, e mesmo onde as descobertas neste campo são revolucionárias, a própria psicossomática luta para integrá-las.

O ESTADO DA ARTE ATUAL EM PSICOSSOMÁTICA MUDOU A PSICOSSOMÁTICA

Hoje temos uma ciência exata que tem as ferramentas (certamente perfectíveis) para explicar em detalhes aqueles mecanismos da psique que movem o organismo, assim como temos uma ciência exata que explica em detalhes as leis que geram uma diferença no potencial elétrico no céu, produzindo aquele fenômeno sensato e reequilibrante que é o relâmpago.

No entanto, parece que nos sentimos obrigados a continuar acreditando que esses relâmpagos são certamente lançados por Zeus, quando Zeus está nervoso.

Tenho a impressão de que, hoje, ignorar a descoberta das 5 leis biológicas e continuar a vencer o caminho do "estresse" psicossomático requer tanto esforço quanto negar a evidência de que existem cargas eletromagnéticas por trás do relâmpago e não o descontentamento divino.

Como o conhecimento científico mudou desde o período greco-romano é bastante conhecido, mas como o conhecimento psicossomático mudou desde a introdução das leis biológicas?

  1. Não se fala mais de 'doença' ou 'maldade', mas de um programa biológico e sensato.

  2. O conceito de "estresse" é posto de lado e a própria palavra cai em desuso, pois não tem um significado específico.

  3. Não se fala mais da influência das emoções no corpo, tais como amor, ressentimento, indecisão, culpa, vergonha, orgulho e todas as infinitas nuances. Na verdade, as emoções são algo só posterior à reação biológica.

  4. Não estamos falando de significados simbólicos


Tudo é reduzido ao mínimo necessário, às funções biológicas mais simples e básicas dos tecidos do corpo, instruídos pela evolução para dar respostas automáticas e sensatas para fins de sobrevivência.


NÃO É UMA QUESTÃO DE EMOÇÕES QUE AFETAM O CORPO

De fato, com referência ao ponto 3, o modelo das 5 Leis Biológicas não considera condições e situações genéricas, tais como "Sou teimoso", "Não me sinto amado", "Tenho culpa no passado", "Falta-me paz de espírito financeira", etc.

Um estado geral pode certamente dar alguma indicação da experiência de uma pessoa, mas frequentemente corre o risco de criar ruídos de fundo e confusão na análise dos fenômenos corporais.

Alguém pode dizer que não tem um desses sentimentos, que não tem sentimentos de culpa ou que não lhes falta paz de espírito financeira?

Não estamos falando de eficácia terapêutica, porque a agora a vasta experiência dos psicoterapeutas profissionais em abordar a esfera emocional e os padrões de pensamento conclui a evidência do sucesso, independentemente das teorias defendidas ou das técnicas utilizadas.

Entretanto, hoje, avançando mais, podemos acrescentar a tudo isso uma precisão milimétrica e científica na investigação etiológica, sem generalizações, com base em regras matemáticas de causa-efeito.

Estas regras estão sendo constantemente refinadas, mas já estão bem definidas e amplamente disponíveis para todos.

Graças às quais, em última análise, ganhamos acesso não apenas aos reflexos emocionais da psique, mas a suas raízes vegetativas originais. Neste contexto, podemos arriscar o termo "precisão científica", pois são leis verificáveis da natureza e, como leis, sempre reproduzíveis e não variáveis no tempo (em nossa era evolucionária).

Uma vez entendidas e verificadas estas leis na própria vida com a devida precisão e objetividade, o próximo passo é investigar como a gaiola perceptiva que induz o corpo a reagir em nível biológico é criada e mantida.

Por que eu faço estas considerações?
Porque nos últimos meses tenho notado um turbilhão de circulação de imagens e anúncios baseados em fundamentos psicossomáticos do século passado, que se tornaram muito virais na rede.

Um exemplo notável é a parte esquerda da imagem abaixo (muitos reconhecerão a "tabela da dor emocional"), que contém informações retiradas do famoso livro de Louise L. Hay, Heal Your Body, de 1976.

Por isso quis tentar fazer uma comparação direta entre o velho modelo etiológico e o mais recente: por um lado existem os "modelos de pensamento" psicossomáticos considerados as "causas prováveis", os "talvez" da dor musculoesquelética, por outro lado existem as percepções biológicas, referentes às dificuldades motoras, que com rigorosa precisão ativam os processos orgânicos em tempos e situações definidas.



Deve-se notar que, na visão emocional, a interpretação pode certamente ser coerente e plausível, mas permanece em tal nível de aproximação que é possível reconhecer-se em algumas das condições listadas, tanto que se pode pensar em estar em risco de fraturar as costas a qualquer momento. Através da emoção, não se observa o processo, mas a projeção da sombra do processo biológico.

Insisto neste fato de aproximação porque, mesmo na esfera das leis biológicas muito afiadas e mesmo na abordagem daqueles que as tratam com grande experiência, não é raro escorregar na justificativa de um sintoma com base em conclusões precipitadas mas mal orientadas, muitas vezes devido à preguiça na busca de precisão. A precisão é essencial.

Uma imagem como a da esquerda, de fato, torna-se facilmente super compartilhada nas redes sociais... porque todos nós nos reconhecemos um pouco, como em um horóscopo!

E às vezes também estamos muito satisfeitos com este tipo de mensagens, porque finalmente podemos justificar aquela maldita dor nas costas, que se for causada por alguém (por exemplo, por "falta de apoio emocional") então felizmente não é nossa responsabilidade, "e eu sabia que a culpa era dele"!

PAREM todos! Precisão e retorno ao corpo: precisamos de fatos concretos!
Caso contrário, contamos a nós mesmos histórias, contamos contos de fadas em nossas cabeças que podem justificar convenientemente tudo e seu oposto e, uma vez que desta forma reforçamos nossas rotinas, também pioramos a situação.

Por esta razão, o que não pode ser verificado concretamente não só é vago, como também é prejudicial.

Existem, portanto, algumas regras para fazer isto, que são úteis tanto para o profissional envolvido neste campo quanto para aqueles que querem ser responsáveis por sua própria saúde: aqui estão as primeiras diretrizes para verificar as leis da natureza com pequenos sintomas diários.

Se você não está familiarizado com as 5 Leis Biológicas, você deve começar com estes primeiros 7 passos, ou ainda assistindo esse ótima série de 7 Videos animados chamada: A Doença é outra coisa!

Em seguida, você terá cursos muito detalhados e com conteúdos muito completos e de muita qualidade, tais como os do nosso parceiro no Brasil - 5LB Brasil.





Equipe de tradução e direção

5 Leis Biológicas Brasil

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